Por Ícaro Werner Bitar

Seria difícil reunir meia dúzia de pessoas que discordem da afirmação de que o período de campanha eleitoral perdeu seu sentido há bastante tempo? Acredito que não. A Covid-19 matou, mata e infelizmente ainda matará muita gente, mas a doença não pode ser responsabilizada pelo protagonismo das redes sociais na corrida pelo sufrágio alheio em 2020.

Sob o pretexto de baratear as campanhas eleitorais, o legislador se encarregou ao longo das duas últimas décadas de tirar os candidatos das ruas. Os outdoors, os muros pintados e as faixas foram execrados sob os aplausos daqueles que reclamavam da poluição visual causada pelas propagandas.

Para compensar, os cavaletes, os balões infláveis e estandartes entraram em cena, mas logo perderam espaço e se viram obrigados a saírem do palco em 2016. As bandeiras, os adesivos e as plotagens veiculares entraram na moda fitness ao ponto de flertarem a anorexia. De repente os candidatos sumiram das ruas e se tornaram privilégio daqueles que estão antenados no mundo virtual. As mídias sociais mostraram seu poder e fizeram até presidente da república.

No início do corrente ano já dávamos conta de que as eleições de outubro, que virou novembro, teriam o protagonismo das redes sociais. Veio a pandemia e com ela a necessidade de evitar aglomeração, acabando com os únicos atos festivos de campanha, aqueles que mantinham viva a sensação da tal festa da democracia: passeatas, reuniões e comícios. Panegírico agora somente pelas telinhas. Acabou-se o que já era diet.

Leia a íntegra no site Muita Informação com Osvaldo Lyra.

FONTE: https://direitoeleitoralinfo.wordpress.com/2020/07/31/artigo-propaganda-eleitoral-ja-cambaleava-o-coronavirus-terminou-o-servico/

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