Quem esteve na live do pré-candidato a prefeito de Colombo pelo PSD, Hélder Lazarotto, foi o Deputado Estadual do PSL, Ricardo Arruda.

O legislador da Igreja Mundial do Poder Deus, e bolsonarista de carteirinha, juntamente com os debatedores e pré-candidatos reduziram o bate-papo a uma exaltação ao uso da Cloroquina,ao ataque a esquerda ( O coordenador da pré-campanha de Hélder Lazarotto, é o petista ONÉIAS RIBEIRO), colocando em dúvidas os números de casos de COVID-19 no Brasil e tentando colocar na midia a “culpa” pelos números que estão aumentando a  cada dia, mais de 90.188 mil mortes, mais de 2.555.518 milhões de casos, e ignorando todas as informações de orgãos da área, esquecendo de citar que o Brasil está há mais de 2 meses sem um ministro da saúde.

O pior momento foi a defesa da uso da Cloroquina como meio eficaz para o combate da doença, numa clara tentativa de defender o governo federal, que tem esticado mais 4 milhões de doses da droga.

O pré-candidato na ânsia de querer conquistar mais votos, erra ao não filtrar informações e dar ouvidos a gente tola. Erra por querer misturar defesa de governantes como Ratinho Junior, que faz sua parte no controle da pandemia, e por tentar defender Bolsonaro, e não vão poder depois criticar Thiago de Jesus, que ao menos não tem a fama de bom gestor da saúde.

 

SEGUE A CHECAGEM DA AGÊNCIA LUPA

A afirmação da médica Stella Immanuel analisada pela Lupa é falsa. Não há cura para a Covid-19. Estudos científicos feitos com centenas de pacientes concluíram que a hidroxicloroquina não funciona contra a doença, sozinha ou em combinação com outras drogas. Essas pesquisas adotaram uma metodologia rigorosa para testar a eficácia do medicamento, que consiste no uso de três técnicas principais: randomização (ou seja, a escolha aleatória dos participantes que vão tomar o remédio), grupo controle (que não recebe a droga) e duplo-cego (quando não se revela aos envolvidos qual parte dos pacientes recebeu placebo e qual parcela foi, de fato, medicada).

O estudo mais recente, feito por brasileiros, foi publicado em 23 de julho no New England Journal of Medicine. Usando essa metodologia rigorosa, os cientistas recrutaram 667 pessoas em 55 hospitais, das quais 504 tiveram diagnóstico confirmado para Covid-19. Todos apresentavam sintomas leves ou moderados. Os pacientes foram divididos em três grupos: o primeiro recebeu hidroxicloroquina com azitromicina (217 pessoas, Grupo 1); outro foi tratado apenas com hidroxicloroquina (221 pessoas, Grupo 2); e o último tomou placebo, ou seja, não recebeu nenhuma droga (229 pessoas, Grupo 3). O índice de mortes ficou em 3% nos três grupos, ou seja, a hidroxicloroquina não fez nenhum efeito no tratamento.

O desempenho do medicamento em pacientes nos estágios iniciais da Covid-19 também foi analisado em um estudo randomizado e com duplo-cego publicado no Annals of Internal Medicine, em 16 de julho. Os cientistas tentaram identificar se a hidroxicloroquina conseguia reduzir a gravidade da doença em pacientes adultos. Participaram 491 pessoas nos Estados Unidos e no Canadá. Mais uma vez, não se encontrou qualquer benefício no tratamento com a droga. A hidroxicloroquina não contribuiu para aliviar a gravidade dos sintomas no grupo testado.

Outra pesquisa, publicada no The New England Journal of Medicine, em 3 de junho, avaliou a adoção da hidroxicloroquina para prevenir a infecção do novo coronavírus. A análise contou com 821 participantes nos Estados Unidos e no Canadá. Os resultados, também randomizados e com duplo-cego, mostraram que a droga não conseguiu evitar que as pessoas ficassem doentes quando expostas a um risco moderado ou alto de contágio.

Casos graves

Estudos também comprovaram que a hidroxicloroquina não ajuda a tratar casos graves do novo coronavírus. Um dos maiores ensaios clínicos que estão sendo realizados para identificar possíveis tratamentos para a Covid-19 chegou a essa conclusão em 5 de junho. O projeto Recovery, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciou que não encontrou nenhum benefício no uso da hidroxicloroquina contra a doença em pacientes hospitalizados e suspendeu os testes com o remédio. Não houve nenhuma diferença na taxa de mortalidade. A conclusão veio da análise de 1.542 pacientes tratados com a droga, ao lado de outros 3.132 que tiveram o tratamento hospitalar padrão. Os resultados ainda não foram publicados.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também suspendeu um grande estudo sobre a eficácia do medicamento, após a divulgação das conclusões do Recovery de que a hidroxicloroquina não reduz as mortes dos infectados pelo novo coronavírus. Posteriormente, pesquisadores encerraram testes com o medicamento de forma definitiva.

Em 15 de junho, a Food and Drug Administration (FDA), que regula o uso dos medicamentos nos Estados Unidos, retirou a autorização para uso de emergência da droga em pacientes hospitalizados. Segundo informações disponíveis na página do órgão, a decisão baseou-se no resultado de um estudo randomizado que comprovou a ineficácia do remédio.

Essa afirmação também foi desmentida por PolitifactFactCheck.org e AFP.

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Editado por: Chico Marés

Leia a matéria mais recente: https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2020/07/29/verificamos-hidroxicloroquina-video-medica-eua/

É sabido que a droga não foi aprovada para o controle da COVID-19, a OMS disse não ao uso, todos os especialistas em ciência disseram que não tem eficácia, os hospitais Albert Einstein, Sirio Libanês, Oswaldo Cruz e das Clinicas de São Paulo, e muitos outros, além de centros de estudos mundiais.

A presença do deputado que falou tanto em politização da pandemia por parte de grupos de esquerda, de direita e de pessoas de bom senso, só trouxe com o apoio dos pré-candidatos mais do mesmo dessa turma que prefere ir contra a ciência e fazer politicagem barata.

A live serviu para trazer mais escuridão  sobre o assunto e menos clareza, era bem melhor ter levado do Dr Wagner Sabinno para debater, ao menos é médico, e não iria bater bumbo para maluco dançar.

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