Estou no aguardo do agora ministro da Educação , Carlos Alberto Decotelli , esclarecer o que ocorreu na licitação promovida pelo FNDE (enquanto era presidente) para a aquisição de 1,3 milhão de computadores , notebooks e laptops a serem distribuídos 7.900 escolas públicas.

A previsão de gastos totalizava R$ 3 bilhões.

O edital foi divulgado dia 21 de Agosto. Mas foi logo suspenso pelo seu sucessor no FNDE , em 4 de Setembro.

A CGU aponta irregularidades em licitação de 3 bilhões de reais do FNDE. Ministério da Educação.

A CGU descobriu que se o pregão fosse realizado , 355 escolas receberiam um número muito superior de computadores ao de inscrição de alunos em suas turmas. Exemplo mais gritante era da Escola Municipal Laura Queiroz , do município de Itabirito/Minas Gerais. Para ela seriam destinados 30.030 laptops educacionais , apesar de ela só possuir 255 alunos inscritos. Equivaleria a cada aluno receber 117,76. Com o cancelamento do pregão , apenas em relação à compra destinada a esta escola , evitou-se um gasto de 54 bilhões de reais.

Não foi um erro de distração qualquer.

O que pode parecer um desfecho , deveria funcionar para Jair Bolsonaro como um começo: Como é que esse edital apareceu? Uma despesa de 3 bilhões de reais não é um “jabuti” qualquer. A burocracia do FNDE blindou-se diante das advertências da CGU. Blindada , continuou depois da posse do novo presidente e da revogação preventiva do edital.

Cada ato administrativo praticado nessa novela tem um responsável , ou vários. O mesmo se pode dizer das empresas que foram atraídas (ou fizeram-se atrair) pela bonança do negócio.

Está na hora de Carlos Alberto Decotelli esclarecer o que se passou nessa licitação armada enquanto ele estava à frente do FNDE.

Leandro Scala é Historiador e ativista politico

Fonte: https://www.facebook.com/scala.leandro?__tn_

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