Poucos meses antes de completar seus 90 anos de criação , extingue-se , na prática , o ministério da Saúde no Brasil.

O decreto assinado por Getúlio Vargas e Oswaldo Aranha , dizia que era atribuição do órgão , estudar e decidir sobre os ”assuntos de saúde pública e assistência hospitalar”. É exatamente o que se acabou de perder com a loucura nazi-fascista que está sendo feita com o registro dos casos e óbitos pela epidemia do coronavírus.

Não é só a desinformação sobre os efeitos da pandemia. É a erosão , senão a própria demolição , da credibilidade da maior autoridade sanitária do país , responsável por disseminar informações e regras de conduta para toda a comunidade médica e hospitalar.

Do atropelo estúpido com o protocolo da cloroquina pode-se ainda dizer que contou com a cumplicidade inqualificável do Conselho Federal de Medicina. Da censura e manipulação de dados , nem isso: foi o general-ministro , cumprindo ordem de Jair Bolsonaro , emprenhado pelas ideias “geniais” do bilionário que iria para a secretaria de Saúde do órgão de que “morria gente demais” nas estatísticas.

Se fazem isso com o Covid-19 , porque não o farão com tuberculose , acidentes vasculares ou cardíacos? É a maneira mais fácil de “resolver” qualquer problema sanitário do país: varrer-se para baixo do tapete.

Voltamos no tempo e , nesta truculenta República em que vivemos , mal não se definirá a questão social como sendo caso de milícia.

Leandro Scala é historiador e ativista politico

Fonte: https://www.facebook.com/scala.leandro

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