Sem a presença da atual prefeita de Colombo, Beti Pavin, no pleito deste ano,a eleição para ver quem será seu sucessor não tem favoritos.

Até o momento são pré-candidatos: Sérgio Pinheiro (DEM), Hélder Lazarotto (PSD), Tânia Tosin (PSB), Joel Cordeiro (Podemos), Thiago de Jesus (MDB) e Plinio Scmidt (Cidadania).

A ausência de Beti Pavin ( já foi reeleita) não significa que seus votos e seu eleitorado cativo irá todo para Sérgio Pinheiro, o vice-prefeito que terá apoio da máquina, Beti Pavin não está bem como antes, e seu carisma perdeu força. Isso quer dizer que o Vice-Prefeito vai a luta em pé de igualdade contra seus concorrentes, e com uma porém: o povo quer mudanças.

Foto de João Senechal – Prefeitura de Colombo

Já a pré-candidatura de Hélder Lazarotto (PSD) ganha força para desta vez, ao contrário de 2016, competir em pé de igualdade contra o candidato da máquina e de Pavin. O apoio do Governador Ratinho Junior ao garante uma briga mais justa e igualitária. O Diretor da FUNEAS (Fundação Estatal em Atenção a Saúde Paraná) terá uma grande chance de desta vez levar a prefeitura, e não está tão desgastado, até porque é oposição, quer digam ser um ex-secretário de Jota Camargo ou não, aliás esse discurso “mofado’ da situação não lá sua eficácia, pois se o leitor for ver, a ficha-corrida de Beti Pavin é muito maior que a dele.

A grande surpresa poderá ser Thiago de Jesus (MDB), no momento é o terceiro colocado nas pesquisas, e se for preparado como deve, se descolar do “psicopata” do Bolsonaro, ele tem condição de bater de frente com os dois principais concorrentes, até porque para muitos representa o “novo”

Por outro lado, a secretária Habitação e Urbanismo, Tânia Tosin, depois de ter sido exonerada e nunca ter feito o jogo da prefeita, ganha mais adesão, saiu aturando forte no atual sistema politico de Colombo, dominado nos últimos 16 anos pelos grupos de Jota Camargo e de BetI Pavin. Sem fazer muito alarde a engenheira tem uma militância qualificada e de formadores de opinião, além de um Plano Diretor em mãos, que ainda a CÂMARA DE VEREADORES ainda nem votou ( acredite se quiser).

O pré-candidato do Podemos, Joel Cordeiro, tem um recall de duas eleições anteriores, agora, no partido de Álvaro Dias, não pode ser ignorado, o cenário é bem atipico, se souber usar de sua experiência e tiver estrutura, também está no páreo. Sua ação popular contra as aposentadorias dos deputados estaduais foi aprovada, e sera um discurso forte em tempos de rejeição aos parlamentares e aos politicos.

O mistério fica por conta de Plinio Schimidt (Cidadania), se usar a força da grana e a influência que tem,vai ganhar espaço, terá de gastar muito e desfazer a fama de “fanfarrão” da politica, que sempre está cotado, mas nunca teve coragem de ir para a disputa, a amizade com Beti Pavin  atrapalha muito.

ESTRATÉGIA DE BETI PAVIN 

Desta vez, a prefeita parece ter errado na estratégia, dividir a oposição para somar votos ao seu candidato, o eleitorado sabe que é hora de mudar, e mesmo com vários pré-candidatos, a desaprovação no setor da Saúde, agravada com a pandemia do COVID-19, além de estar decadente, só vai atrapalhar o seu candidato. Como disse em entrevista certa vez o vereador Thiago de Jesus: ” Os votos de Beti são dela, e só dela”. A prefeita ao incentivar novas candidaturas colocou na disputa uma série de opções, e fez enfraquecer seu pré-candidato, que ainda levará sua rejeição para as ruas. Deveria ter feito como Jota Camargo em 2008,  e ir para o embate único contra o principal opositor, Hélder Lazarotto, e bater de frente com Ratinho Junior. Errou feio

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