O ano que ora vai se findando, serviu para definir como será ( caso não haja uma surpresa daquelas) o processo de sucessão da prefeita Beti Pavin, em 2020.

Os dois principais pré-candidatos, Hélder Lazarotto (PSD) e Sérgio Pinheiro (PP) , representantes dos grupos de Jota Camargo e Beti Pavin respectivamente, estão polarizando o debate há mais de um ano, e isso faz  que qualquer surpresa, que por acaso venha aparecer, a partir de janeiro de 2020, não tenha muito poder para tirar do foco da disputa polarizada, mesmo que insistam em outros candidatos, como foi aventado este ano, com Zé Vicente, Pelé, Aloisio Lemos, Thiago de Jesus, Tânia Tosin e outros menos cotados, e por uma simples razão: todos esses nomes estão de certa forma amarrados por uma série de fatos ligados ao grupo de Beti Pavin, isso não quer dizer que venham a entrar na disputa para perder, e sim, mesmo sem intenção, ajudar a pré-candidatura de Sérgio Pinheiro. Beti Pavin vai se lançar nessa jogada de cabeça e coração para fazer de seu vice-prefeito o sucessor da cadeira a partir de 2021.

O grupo de Hélder Lazarotto tenta encurtar o espaço entre o raio de ação de Pinheiro, e com o vacilo da ala petista (golpe mesmo) , que tirou as chances de Anderson Prego de entrar no jogo, e ele só poderá disputar a prefeitura se sair do PT, coisa dificil de ocorrer, o grupo 100% ocupa mais espaço, mas terá de agir mais nesse sentido, e uma das ações será de agregar mais gente do lado de lá,além de fazer um alerta para seu eleitorado, enfocando sobretudo , que qualquer outra pré-candidatura servirá para ajudar Sérgio Pinheiro, coisa que Hélder Lazarotto não fez em 2016, dando a Beti Pavin o quarto mandato, antes de mirar em Sérgio Pinheiro, o opositor terá de extinguir os discursos  dos outros pré-candidatos de oposição, com o mote, “eles estão fazendo o mesmo que fizeram em 2016 para dar a eleição para a situação”, afinal, o oponente já está com vaga assegurada na final, se for para fazer uma analogia futebolistica.

A verdadeira e nova polarização, se levarmos em conta o cenário nacional, seria entre Thiago de Jesus (Bolsominion) e Anderson Prego (PT), hipótese essa, descartada, ambos estão sem espaço para o debate, e sem estrutura de campanha, e em Colombo quem manda é a grana e os acordos e conchavos de alto escalão, sem eles ninguém come ninguém, analogia da suruba…

Outro nome viável, e por demais interessante,é o de Tânia Tosin (PSB), por sua competência, e por não estar ligada ao grupo de influência de Beti Pavin, apesar se ser secretária de Urbanismo e Habitação, nos últimos 7 anos, mas será muito dificil viabilizar seu nome, ser cunhada da prefeita, e ser presidente do Diretório Municipal do PSB,do deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, não convencerá muita gente que ela erá a candidata da mudança, infelizmente!!!

O nome de Thiago de Jesus é o da loucura completa, o vereador vive no mundo alheio da politica tradicional, em um hospicio de nome Bolsonaro,mas pode ser, que Beti Pavin o queira dentro do jogo para dividir a oposição (Tem popularidade e boca aberta para bater em Hélder e cia), isso lhe pode render muitos votos, e bombar uma candidatura a deputado em 2022, ele está nas mãos da prefeita, a ligação histórica não o deixará livre dessa pecha.

O que resta de dúvida é, se Beti Pavin terá como impor seu jogo, e se Hélder Lazarotto conseguirá trazer Ratinho Junior para seu palanque, é ai que tudo se decidirá, uma vez que a prefeita tenta anular o governador, e seu oponente tenta se fortalecer para merecer a irrestrita confiança do mesmo, enfim, o próximo prefeito sairá desse xadrez eleitoral, entre Sérgio Pinheiro e Hélder Lazarotto, e um deles será o sucessor da prefeita Beti Pavin. Eis tudo

 

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