A “live presidencial” de ontem , na qual Jair Bolsonaro “explica” sua saída do PSL e a criação do tal “Aliança pelo Brasil” é algo que , olhado com um mínimo de seriedade , desvela toda a miséria da política brasileira.

Nenhuma palavra sobre programa de governo , sobre ideias , sobre opiniões.

É só uma questão de “amor”. A ele , é claro: “vou começar um partido pobre , sem dinheiro , sem televisão. Quem for para lá vai por amor. É igual casamento , a gente casa por amor” , disse.

Daí , eu pergunto: amor a quem?

Até em Adolf Hitler , além do culto ao Füher encontravam-se mais ideias: o lebensraum , o espaço vital da Alemanha , a escalada industrial do país , a afirmação alemã como potência mundial. Aqui , mal e porcamente , sobram os “esquerdistas” , convertidos em “inimigos” da pátria.

Jair Bolsonaro , não é um líder. Não agrega , não soma , não compõe.

Leva menos da metade dos seus.

Apenas porque quer exercer o poder descaradamente familiar , está evidente.

Na “live” também reduziu a saída do PSL e a criação de um novo agrupamento como uma relação conjugal: “boa sorte ao presidente do partido , boa sorte aos que apoiaram o presidente do partido bem como o antigo líder Delegado Waldir. Vão ser feliz todo mundo , cada um segue o seu destino. Como separação, infelizmente acontece”.

Como assim “vai ser feliz aí, cada um segue seu destino”?

Então o presidente da República opta por um arranjo partidário familiar , manda seus advogados ao TSE para formar um partido de Whatsapp , e está tudo certo?

Estamos diante de um abuso inominável , onde um chefe de Estado , usa o cargo para formar um partido com métodos nada repúblicanos. Mais ainda , cujo “programa” é o amor incondicional a ele , Jair Bolsonaro , acima de tudo.

Leandro Scala é ativista politico

Fonte: https://www.facebook.com/scala.leandro?_

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