Na tarde de sexta-feira (17) em postagem da Página”Colombenses Merecem Respeito”, da rede Facebook, uma reclamação relacionada com a saúde de Colombo me chamou a atenção:o administrador denunciava a parada dos funcionários da UBS do Jardim Monte Castelo em plena horário de expediente, enquanto os usuários esperavam fora da unidade enfrentando um tempo frio e chuvoso.

Como ex-funcionária da rede pública de Curitiba e com passagem por diversas UBS’s da capital, o fato não me causou surpresa, isso era uma constante nas unidades da capital ao menos um vez por mês,é na verdade um contrassenso e uma falta de respeito com a população, que além desses problemas ainda tem de enfrentar a falta de médicos,questões de agendamento e o pouco espaço para poder se locomover para outras alternativas de atendimento. Uma das razões da procura pela das UPAS é essa, se acontecia e acontece em Curitiba, em Colombo não é diferente, é mais uma falha de gestão. São coisas desse tipo e fáceis de se serem resolvidas que precisam de solução urgente, e se acontece  em Curitiba, em Colombo também não é diferente, é preciso rever todo o sistema, tanto lá,como cá.

Mais um escândalo de corrupção na saúde 

Ainda na sexta-feira (17) os orgãos de imprensa do Brasil e do mundo destacavam o caso envolvendo as investigações do FBI por suspeita de corrupção das empresas Siemens, GE e Philips, e o caso é um dos mais graves dos últimos anos, essas empresas estão sendo investigadas por formação de um cartel que desviou mais 600 milhões em contratos superfaturados na compra de equipamentos médicos no Rio.

“Procuradores do Ministério Público Federal suspeitam que as empresas tenham realizado pagamentos ilegais a autoridades públicas para garantir contratos na área de saúde pública no país ao longo das últimas duas décadas.” G1

Na verdade nada disso me surpreende,pois esse tipo ação que durou vinte anos, só dá  manchete por ter em seu bojo grandes empresas, e está no âmbito do FBI e Lava Jato. 600 milhões é muito dinheiro, e justamente no Rio de Janeiro onde o caos da saúde pública é um dos mais graves do Brasil.

“Como o orçamento da saúde é muito grande no Brasil, este esquema é realmente enorme”, disse a procuradora.

Como não existe corrupção, por ser desse ou daquele tamanho, ela está em todos os lugares, e não importa a esfera de administração,é de se supor que fatos desse tipo ocorram em várias administrações do Brasil, e com o apoio de vereadores e prefeitos.

Não adianta desviar o foco e tentar cobrir o sol com a peneira, a SAÚDE PÚBLICA precisa ser melhor investigada e fiscalizada, é uma obrigação dos vereadores e deve ter uma cobrança constante da população.

Priscila Glaucio – Técnica em Enfermagem e ex-educadora

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