Na tarde de segunda-feira (13) a Unidade de Pronto Atendimento da Boa Vista, em Curitiba atingiu um pico de atendimento recorde, sendo que   90% dos usuários era de Colombo. O tempo de espera para avaliação chegou à 3h30, somando-se mais 4h30 para o paciente ser atendido, o tempo total foi de 8h00

O detalhe está na busca por parte da grande maioria desse clientela, conforme o protocolo de Manchester ( confira quadro abaixo), a maior ou quase a totalidade dos usuários que procuraram a Unidade foi para atendimento não urgente (fita verde), e com um só objetivo: pedir atestado médico para justificar alguma falta ou ausência no trabalho ou escola. Só que não era preciso estar numa UPA, esses casos são para UBS. Como falta médicos e o agendamento é complicado,e os usuários vão para a UPA do Boa Vista.

 

Essa não é uma questão que vem de agora, o problema que trava a finalidade e as atividades da UPA, que é para atendimento de casos de média a alta complexidade, não é somente culpa da alta demanda por parte da população, é também dessa mesma  população, pois  esquecem que o uso das UPAS não são para consultas eletivas, a não ser em casos de urgência.

Com a briga pela construção de um Hospital para Colombo, coisa que não irá acontecer nesta gestão do governo Ratinho Junior, isso é uma falácia do grupo denominado 100% Colombo, e agora com a adesão de Thiago de Jesus, mais uma vez fica a pergunta: será essa a solução para o caos da saúde que atinge mais de 90% dos municipios do Brasil, entre os quais Colombo? Por certo que não,com a diminuição de recursos por parte da União e do Estado deixando para o municipio a maior parte dos encargos e da responsabilidade, é possivel afirmar: um debate precisa ser feito agora, para tentar melhorar a conscientização da população sobre direitos e deveres, e também colocar na mesa, por que mais de 80% dos recursos do orçamento municipal para o setor são para pagar salários altos de funcionários beneficiados na gestão anterior? Com a palavra os gestores e os ex-gestores.

 

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