A decisão da ditadura jurídico-midiática brasileira de descumprir a decisão liminar do Comitê de Direitos Humanos da ONU que garante a candidatura de Lula na eleição presidencial de Outubro converte o Brasil em Estado-pária , como corretamente declarou o ex-chanceler Celso Amorim.

Os três poderes de Estado estarão sendo cúmplices no crime de desobediência à legislação internacional e de golpe ao Estado de Direito internacional caso não cumpram suas responsabilidades de Estado e não determinem o imediato direito do Lula votar e ser votado.

Ao incorporar ao seu ordenamento jurídico uma norma do sistema político-jurídico mundial , o Brasil assumiu o caráter vinculante desta norma ao seu sistema normativo interno e , portanto , assumiu a obrigação de respeitá-la e , principalmente , de aplicá-la.

O cuspe do ministro ilegítimo da justiça na decisão da ONU contou com o beneplácito silêncio da procuradora-geral da República , aquela pessoa escolhida a dedo pelo Michel Temer para o cargo.

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal , com sua omissão obscena , comportam-se como vassalos deste ataque inédito do Brasil a uma decisão da ONU , acinte ainda mais grave; impensável em matéria de direitos humanos.

A mídia , liderada pela Rede Globo na construção de uma narrativa provinciana que isola o Brasil do mundo e converte-o em Estado-pária , repercute com cínico recato ”técnico-jurídico” este acontecimento que abastarda o país.

A ditadura jurídico-midiática brasileira desdenha da condenação que o mundo inteiro fará à fraude que será a eleição brasileira se Lula for arbitrariamente impedido de participar dela.

A maneira escandalosa com que a ditadura jurídico-midiática brasileira subverte a ordem internacional e golpeia o direito internacional é prova irrefutável da disposição do ”establishment” em chafurdar ainda mais as mãos no fundo da cloaca , se necessário para impedir que Lula seja eleito para interromper o regime de exceção , restaurar a democracia e iniciar a reconstrução econômica e social do país sob uma perspectiva soberana , democrática e nacional.

Por Leandro Seabra – https://www.facebook.com/scala.leandro

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