Deixemos, se possível, por um breve instante, as paixões de lado – eterna vizinha do ódio e do fanatismo e inimiga jurada da razão e da lógica.

Pensemos, se possível, por um breve instante, que somos todos brasileiros – um país gigante de infindáveis riquezas e que, pelo bem ou pelo mal, é o único país que nós brasileiros temos como nosso.

Lembremos, se possível, por um breve instante, que vivemos em um mundo globalizado – mundo este que se agoniza na maior crise econômica de sua História, promovida pelos bancos e pelos especuladores em prejuízo de 99% de todos os seres humanos que habitam esse pequeno planeta, que pelo bem ou pelo mal, é o único que temos para viver.

Se tudo isso for possível, vejamos aquilo que está a espreita para se revelar e que apenas poucos sabem, mas ocultam, e poucos percebem, mas não conseguem entender com muita clareza:

O mundo entrará em uma nova e ainda mais profunda crise econômica em maio/junho de 2019.

O que já era uma gigante crise poderá se converter na grande catástrofe do século XXI.

E de onde vem essa crise? A rigor ela é uma continuidade da atual, isto é, uma crise onde o capitalismo como sistema não consegue solucionar nem mesmo as mais básicas contradições existentes entre produção e demanda.

Mas não caminhemos pelo que foi e vamos direto para o que virá: a crise agora atacará o coração do sistema global de mercadorias, ou seja, teremos uma crise monetária. Para ficar ainda mais claro: o mercado mundial vai quebrar porque a economia monetária baseada no dólar vai se estraçalhar devido ao lastro dessa mesma moeda, que não possui como amparo qualquer riqueza real que a sustente.

Dos países mais ricos do mundo, temos 5 moedas que entrarão em jogo: o próprio dólar, a libra-esterlina britânica, o iene japonês, o yuan chinês e o euro. Para o capitalista, que em época de crise foge para processos de “entesouramento”, não há mais razões para manter seu dinheiro em dólar. De todas as moedas, essa é a mais problemática, pois é aquela cujo o país emissor tem seus fundamentos econômicos em frangalhos (fato este convenientemente maquiado pelo seu governo).

Se o capitalista não tem segurança em qual moeda poderá se “entesourar”, teremos inevitavelmente uma volatilidade financeira internacional que fará os principais Estados Nacionais intervirem no sentido de evitar fugas de capital. A zona do Euro quebrará, assim como o Nafta e outras comunidades internacionais.

E iniciaremos, finalmente, uma guerra comercial entre as nações centrais dez mil vezes mais dramática do que a que ocorreu antes da primeira guerra mundial.

Essa disputa se iniciará em uma busca sôfrega por riquezas reais ao redor do mundo. E a América Latina e principalmente o Brasil são regiões centrais nessa disputa.

Caso a direita vença as próximas eleições o nosso país irá a leilão e será dividido entre chineses e norte-americanos. Ambos porém, não possuem nenhum interesse em alianças econômicas que poderiam supostamente alavancar a economia de nosso país. Assim sendo, a direita vai leiloar o Brasil a troco de nada, a não ser um enorme aprofundamento da crise econômica e social que já vivemos.

A esquerda precisa vencer essas eleições pois é a única força comprometida em garantir a soberania nacional e, além disso, se for necessário, é o setor que saberá a hora de romper com os padrões monetários internacionais, entrando nesse universo se valendo não como coadjuvante, mas como protagonista ativo das disputas internacionais, evitando fuga de capitais e defendendo a nossa moeda, o Real.

Essa é a realidade que temos diante de nossos olhos. Não se trata mais de pensarmos em divisões. O entreguismo da direita só trará morte, destruição, guerra e a falência de nossa nação. A única saída é a vitória da esquerda para que possamos manter nossa independência e nossa soberania nacional.

Essa percepção histórica é fundamental. No passado, durante a Revolução Francesa, nem todos eram simpatizantes dos jacobinos, mas quando os franceses viram o seu país ser invadido por estrangeiros e vilipendiado por sua nobreza, não restou ao povo – do pequeno camponês ao grande burguês mercador – apoiar a defesa da pátria, o que significava apoiar os jacobinos.

Se há duzentos anos atrás os Homens foram capazes de acertar, não temos o direito de errar, ainda mais quando vivemos condições muito mais graves e perigosas.

Por isso, que fiquem para trás todas as diferenças: todos pelo Brasil, pela nossa soberania, pela nossa pátria. Todos pela vitória da esquerda e da aliança que tem em Lula seu nome incrustado – gostemos dele ou não.

Carlos D’Incão
Foto da página do pessoal do Facebook

Por Carlos D’Incao –  Internauta de Bauru – Postado em sua página na Rede Facebook

Fonte: https://www.facebook.com/carlos.dincao

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