A chamada ‘PEC da desigualdade’, a proposta de emenda constitucional aprovada em  outubro de 2016 pelo Congresso Nacional, que congela investimentos por até 20 anos nas áreas de saúde, educação e assistência social para  cobrir as contas no vermelho do governo federal, coloca a partir deste ano mais uma faca no pescoço da população brasileira, a cada dia que passa a precariedade dos serviços aumentam e o passos para o exterminio social de quem não têm como buscar soluções que eram de responsabilidade do Estado estão se acentuando dia após dia.

O médico Wagner Sabino que na época foi uma das vozes contrárias ao arrocho social proposto pelo governo interino de Michel Temer, lamenta que a aprovação do PL 241 ou 55 (depende da Casa onde foi aprovada) não tenha sido amplamente discutida e debatida pela sociedade e pelos setores que estão sendo atingidos, o governo simplesmente impôs sua vontade e o Congresso Nacional aprovou na base do jogo de troca de favores.

Segundo Sabino, a situação da saúde em todo Brasil é de extremo descaso, não há valorização dos profissionais, não há estrutura básica que no minino possa oferecer ao cidadão um socorro digno, os hospitais e as unidades de saúde estão sucateados, fata remédios e insumos para atendimento, os governos que desejam fazer alguma coisa estão de mãos atadas e o nivel de caos já é um poço que parece sem fundo. Uma consulta eletiva em unidades de saúde leva de  4h a 5h para ser realizada, em 2017 mais 904 mil pessoas aguardavam por cirurgias na fila do SUS, há um abandono completo, onde corredores de hospitais públicos viram acampamentos de feridos de guerra, o absurdo chega a ser surreal quando um médico tem de usar a luz da lanterna do celular para examinar a garganta de um paciente.

“Não há solução a curto prazo afirmou o Dr Wagner Sabino , a briga tem que se dar lá no Congresso Nacional a partir de uma discussão ampla sobre o que devemos e o que queremos fazer da nossa gente: matá-las ou dar a elas uma resposta que esses parlamentares que estão ai não deram, muito pelo contrário, jogaram s nosso povo aos leões”

 

Veja o caso desse hospital

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