O dia do profissional de Educação Física é comemorado no dia 1º de setembro por conta da Lei federal que regulamentou a profissão, criou o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Educação Física.

Vemos nesta data, que muitas cidades realizam eventos festivos com o intuito de comemorar o dia do profissional de Educação Física, mas não precisamos apenas de comemoração, que é sempre muito importante. É preciso também, convidar a sociedade a refletir junto com a categoria profissional.

Faz-se necessário um olhar para todas as profissões a partir de sua relevância social. Todas elas: trabalhadores da limpeza e conservação, médicos, advogados, trabalhadores da construção civil, engenheiros, educadores, cientistas e muitos outros profissionais não existem apenas para ocupar vagas de emprego e servir como fonte de renda. Todos têm um propósito e só existem porque são importantes para o bem viver.

E a luta dos profissionais de Educação Física não é apenas por melhorias de salário. A busca por espaço e valorização no mercado de trabalho se dá pela importância em saúde pública e bem estar das pessoas que incide a prática regular de atividades físicas, devendo ser observadas também, condições que vão desde o atendimento básico à saúde, passa pelo sistema de educação, pela oferta de ambientes naturais e construídos voltados ao lazer e atividade física e leva em conta ainda, os parâmetros socioeconômicos da população.

 

A importância da prática regular de Atividades físicas

 

Muito se fala hoje sobre a importância da atividade física. Na infância, na adolescência, na juventude, enfim, seja para as crianças ou para pessoas com mais tempo de vida, reservar um tempo para praticar alguma atividade física deve fazer parte do cotidiano. Porém, com as diversas invenções que isentam o homem da força física, seja no trabalho, no transporte e até mesmo no lazer, a aptidão física já não é uma questão de sobrevivência como era há alguns séculos.

O sedentarismo é um sério fator de risco para diversas doenças, dentre elas o diabetes, a hipertensão arterial e doenças cardiovasculares que, muitas vezes, são consequências de práticas inadequadas adotadas durante anos de vida do indivíduo. Ao ignorar a Educação Física dentro da escola, não por sua culpa, mas sim por um conjunto de fatores, como o descaso do próprio grupo de professores, a pouca quantidade de horas aula, o aluno está assinalando que terá uma vida com grandes chances de desenvolver as doenças citadas.

A seguir, podemos observar na tabela, um aumento no percentual da população que apresenta excesso de peso, um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares:

 

 

Ano Excesso de peso Sobrepeso Obesidade
2006 43% 31,2% 12,6%
2007 44,1% 30,8% 13,3%
2008 46,3% 32,4% 13,8%
2009 46,4% 33,5% 12,9%
2010 48,9% 31,9% 17%
2011 49,9% 34,4% 15,6%
2012 51,6% 35,2% 16,4%

Fonte:Tabnet.datasus.gov.br/2014

 

Assim como as outras disciplinas, a Educação Física também exerce uma função que deixa marcas para a vida inteira. Portanto, do mesmo modo como uma pessoa mal alfabetizada nos anos escolares terá problemas na comunicação em sua maturidade, aquele aluno que não se identificou com a Educação Física, não aprendeu novas maneiras de movimentar-se, consequentemente será uma pessoa com grandes tendências ao sedentarismo, e subseqüentemente, a doenças levadas pela pouca ou má movimentação. No entanto, como está escrito nos PCN (2001, p.30), para compreender ou transformar a situação de um indivíduo ou de uma coletividade, faz-se necessário considerar toda a sua relação com o meio físico, social e cultural.

Termino hoje por aqui citando dois temas muito importantes na relação atividade física e saúde, que serão abordados nas próximas semanas, são eles: Educação Física escolar e os espaços públicos de esporte e lazer.

Jackson Franco de Oliveira é professor de Educação Fisica e assessor parlamentar do vereador Anderson Prego (PT) 

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