Ainda me lembro como se fosse hoje, a primeira eleição direta pós ditadura.

A primeira eleição direta para presidente em 30 anos. O país estava um alvoroço, vários nomes preparados como: Mario Covas, Afif Domingues, Leonel Brizola, Ulisses Guimarães e os picadeiros de circo como sempre, tipo Silvio Santos, sacam???

 

Mas logo no início a polaridade se estreitou em 2 nomes:
Lula – que vinha de um expoente político derivado da Europa oriental, baseado no sindicalismo e no poder da greve contra o governo comunista que dominava essa parte europeia, adaptando para o Brasil – um líder sindical, vindo do povo contra uma ditadura que perdurou por 30 anos.
Sendo Lech Wałęsa o grande líder sindical e que virou presidente da Polônia em 1990.

 

Collor – O menino bonito, vindo de família política, seu pai até deus uns tiros num rival mas acabou matando outro que nada tinha a ver com a briga.
Era governador do Alagoas e saiu candidato à presidência com um slogan perfeito: O caçador de marajás.

 

Ops… mas quem disse que não existia mão grande no governo militar? Mas isso é assunto para outra coluna.

 

Com a população cansada de trabalhar para sustentar funcionários fantasmas, Collor ganhou as eleições em 1989. Votei nele tá!!! Como está no adesivo na janela do meu quarto na casa da minha mãe: “Quem vota Collor repete”.

 

Candidato prometido para salvar uma sociedade doente, com corrupção explodindo pelo bueiro, inflação passando a casa dos 80% ao mês, o galã prometeu acabar com tudo que pudesse onerar os cofres públicos, e de quebra ainda posava de gatinho: voando em caça, pulando de paraquedas e por aí fomos iludidos.

 

E o que fim levou esse caçador de marajá: Impeachmado.

 

Porque?

 

Corrupção… ainda bem que teve o Itamar para salvar a pátria

 

29 anos depois, estou vendo a mesma polarização Lula e versão mal acabada do Collor, que se chama Jair Messias Bolsonaro – brasileiro sempre acreditando que uma hora dessas chegará messias.
Com uma oratória excepcional – para quem é adepto ao discurso de: cidadão de bem tem que ter armas; deus infelizmente me deu uma filha….e por ai vamos. Está iludindo uma galerinha que se acha patriota, mas que na verdade nem sabe que p* é essa.

 

Sem discurso para economia, educação e saúde só sabe afirmar que vai acabar com a proibição do porte de arma, atacando gays – pior que tem gay que vai votar nele, vai entender – índios – o que os índios tem a ver com isso?? Ah!!! As reservas indígenas que valem zilhões com suas reservas minerais…
Ah!! Ele também vai acabar com a corrupção numa canetada, afinal ele é honesto, apesar da sua família toda estar política, viver da política e em 30 anos de vida pública não ter feito nada, além de receber grana…. isso é a cereja do bolo para os incautos.

Nunca irei comparar Collor com Bolsonaro, até porque seria um insulto ao atual senador que, apesar dos erros cometidos, conhece a política…
Quem pensa que o Bolsonaro irá acabar com a corrupção, assim como Collor iria acabar com os Marajás…está caindo no conto da sereia.

Lembram quando só eu batia no Aécio e me rotulavam pacas???
Pois é…estou avisando….vai dar m* e das grandes….

Rita Gomes Todeschini

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