Quem conhece um pouco da politica de Colombo , e principalmente dos dez últimos para cá , já ouviu e viu muita gente falar sobre o nosso entrevistado desta segunda-feira (29) , o jovem Maicon Martins , ativista politico , cidadão do bem e comprometido com as causas de Colombo . Seus questionamentos vão além da indignação e do discurso fácil , Maicon , por natureza e formação , luta por uma Colombo melhor na prática , seu histórico não deixa dúvidas , suas posições são claras , e não há jogo de esconde , esconde por detrás dos seus atos .  Na atualidade , Maicon Martins é assessor do Deputado Estadual Anibelli Netto (MDB) , além de ser da membro da JMDB , ala jovem do partido , que traça uma nova meta para a renovação de velho MDB de guerra em todo Brasil. Confira a entrevista:

Quem é Maicon Martins?

Um jovem sonhador e comprometido com as causas sociais. Tenho 31 anos, sou casado (uma esposa linda e parceira), sou pai (filhos maravilhosos) jornalista, estudante de direito, ativista político e um eterno apaixonado por Colombo e pelo seu povo.

Como você começou na política?

Desde muito pequeno já mostrava interesse pela política , meu primeiro contato direto foi aos 11 anos de idade, quando o professor Adão Xavier (diretor do antigo Colégio Jardim Monza, hoje Helena Kolody) , me convidou para fazer parte de um Grêmio Estudantil. Foi aí que tomei gosto. Daí por diante comecei a participar de congressos, campanhas políticas, vale citar aqui algumas: 2002 – Lula candidato a presidente; 2004 – Dr. Antoninho a prefeito; 2006 – Prof. Luizão (ex-prefeito de Pinhais) candidato a Deputado Estadual; 2008 – Joel Cordeiro candidato a vereador; 2010 – posso pular essa parte (risos)? Digamos assim que foi um dos momentos de decadência (risos), fui um dos coordenadores da campanha de rua em Colombo do então candidato a Governador Beto Richa… Pô, um ex-petista ajudando um candidato do PSDB? Esse é um dos defeitos ou qualidade que possuo. Apesar de fazer parte de partidos políticos, eu apoio e voto nos candidatos, ou seja, nas pessoas e seus projetos. Nesse ano, Richa apresentava um projeto inovador, de mudanças. Não me arrependo de ter participado dessa campanha, acredito que foi uma experiência muito importante. Em 2012, juntamente com outros jovens ( acredito que foi até agora, uma das melhores campanhas que já participei. Mesmo sem condições financeiras) elegemos Alan Tattoo (MDB), dos 21 vereadores, ele ficou em 5° lugar. Em 2013, a convite dele, tive a minha primeira experiência na Câmara Municipal de Colombo, quando trabalhei como assessor parlamentar. Já em 2014 coordenamos (Alan e eu) a campanha de Roberto Requião (candidato a governador) e do Deputado. Anibelli Neto (reeleito na ocasião). Em 2016 ajudei novamente o Alan Tattoo, mas infelizmente a legenda não obteve votos suficientes e acabamos ficando de fora.

Sempre no MDB?

Não. Iniciei minha trajetória política no Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2008 por divergências internas, acabei me desligando da sigla. Em 2011 comecei a militar no MDB e me filiei em 2013.

Como foi a tua atuação no movimento estudantil?

Muito importante essa pergunta, pois foi aí que adquiri a minha base e formação política. Quero ressaltar aqui um nome em especial, Diego Adancheski, meu companheiro de viagem pelo Paraná e Brasil, onde participávamos de congressos, seminários e montávamos bases do movimento estudantil, sem dúvida, uma das pessoas responsáveis pela minha continuidade no meio político. Participei de entidades estudantis como: UPES (União Paranaense de Estudantes Secundaristas), UPE (União Paranaense dos Estudantes) e em 2013 fui eleito vice-presidente (Região Sul) da UNE (União Nacional dos Estudantes), umas das entidades mais importantes do país.

O que de mais  marcante aconteceu nessa época?

Tantas coisas, tantas histórias. Realmente fica difícil de te dizer. Mas algo que ainda me marca e me faz continuar sendo um sonhador, é a vontade de mudar a realidade das suas cidades, dos seus Estados e do país, que eu via nos olhos daqueles jovens que militavam ao meu lado. Até hoje isso está vivo dentro de mim.

Você poderia explicar como é essa nova fase no MDB de Colombo?

O MDB tem uma história rica na cidade, e na última eleição (2016) chegou, digamos que, no fundo do poço. O partido estava totalmente desunido, e infelizmente não elegemos vereadores. No ano passado fui procurado pelo Wilson Vieira e Márcio Ferro, que apresentaram uma proposta de reformulação e de resgate do MDB colombense. Levei ao grupo do qual  faço parte e todos gostaram. Mas está sendo bacana essa mistura de gregos e troianos (risos). Acredito que essa união irá fazer com que o partido volte ao seu lugar de destaque, e consequentemente realize um trabalho em prol da população de Colombo.

Muitos o criticam por causa da mudança que houve no partido, você não acha um pouco de exagero , já que você apenas fez um retorno às origens?

Na verdade não fui criticado, algumas pessoas me questionaram sobre essa união, até porque todos acompanharam as “divergências” entre eu e alguns componentes do partido. O interessante e importante ressaltar, é que cada um que está nesse projeto de reformulação, tem mostrado vontade e determinação em fazer com que o partido volte a ser protagonista das futuras eleições.

Como você vê a atuação dos partidos no Brasil?

Vejo como um reflexo da nossa sociedade atual. Inerte aos acontecimentos políticos.

Você é um jovem atuante e cheio de sonhos, como fazer isso virar realidade em Colombo?

Qualquer sonho (política) só é possível realizar se estivermos oportunidades e consequentemente preparados. Acredito que essa oportunidade um dia chegará, e por isso venho me preparando, para que eu possa dar o meu melhor.

O MDB está associado hoje a todos os males da política, com.algumas exceções. Em qual lado você se coloca?

Estou nessas “algumas exceções”. O MDB do Paraná é diferente dos outros estados. Estive em Brasília no mês passado e voltei orgulhoso, pois lá acompanhei várias pessoas pedindo a expulsão do Requião. Porquê sai orgulhoso? Porque eles falavam que o Senador é um louco, não segue as orientações partidárias e foi contra algumas questões do atual governo. Mas em nenhum momento vi alguém mencionar que ele é corrupto, ladrão ou que tem algum envolvimento com qualquer tipo de esquema ilícito. Essa é a cara do MDB do Paraná, onde atualmente nossos líderes são Anibelli Neto e Roberto Requião. Esse é o lado que estou.

Como depurar um partido de um presidente com 78% de rejeição?

Na verdade ele (Temer) foi escolhido para ser vice-presidente, e por uma questão que todos sabem, virou Presidente da República. Vejo essa rejeição como algo natural por se tratar de alguém que vem propondo a retirada dos direitos dos trabalhadores.

Como a JMDB da qual você parte ( citar cargo) está se colocando no plano nacional e estadual?

Atualmente estou como Secretário Geral da JMDB do Paraná. Na questão Nacional, nossa juventude fez uma carta de repúdio às ações realizadas pelo governo federal e espera que o partido apresente uma candidatura ou apoie alguém que represente de fato a nossa população. Na questão estadual ainda não sentamos para discutir, mas acredito que a ideia não fugirá muito desse tema.

Por que não houve um acordo para unir o partido em Colombo?

Quando? Nas eleições de 2016? Na última eleição o grupo optou por uma candidatura nova, vários pré-candidatos apareceram como “representantes do “MDB”, mas , na hora do pega pra capar, mostraram que não tinham o compromisso e a coragem que precisávamos. Na última hora foi decidido por algumas pessoas que seria realizada uma união com Joel Cordeiro, tudo para garantir a reeleição de Alan Tattoo e Micheli Mocelin, no fim o resultado foi decepcionante. Antes disso foram realizadas conversas com Hélder Lazzarotto e Beti Pavin, que queriam o partido na ocasião. Mas tem coisas que não conseguimos entender.

A atual realidade do cenário político local te agrada? Como fazer para que tudo melhore?

Todos sabem que sou muito crítico com a realidade do nosso cenário político, seja municipal, estadual ou nacional, acredito que se pode  fazer muito mais. Sabemos que o Brasil vem passando por uma crise ética e política, e isso influencia na questão econômica, mas como sonhador, tenho certeza que isso mudará.

Você tem vários projetos para a JMDB, quais os mais importantes?

Digamos que esses projetos se estendem à toda juventude, independente de questão partidária. Minha opinião é que devemos urgentemente ampliar os projetos (municipais, estaduais e federais) que já existem e criar novos para que os jovens cresçam profissionalmente e culturalmente.

De 82 até 2000 , o MDB fez todos os prefeitos em Colombo( exceção de Jota Camargo) , tem como recuperar essa hegemonia?

Essa época era outra, hoje temos gente espalhada por outros partidos grandes , líderes,  e com condições reais de se eleger prefeito em 2020. Podemos citar aqui: Aloísio Lemos (sem partido), Hélder Lazzarotto (PSD), Sérgio Pinheiro (PP), Gilson Silva (PDT), Anderson Prego (PT) , Alcione Giaretton , entre outros. Mas tenho certeza que o MDB deverá ter candidato  prefeito, ou na última hipótese, poderá compor com um candidato que apresente um projeto para a cidade e que venha compactuar com as ideias/bandeiras MDBistas.

Qual teu modelo de atuação como vereador? Você tem planos futuros para 2020?

Confesso que hoje meu foco é na reeleição do Deputado. Anibelli Neto e na reestruturação do MDB colombense. Depois que tudo isso estiver encaminhado, aí sim pensarei em 2020.

Como dialogar com o eleitor de Colombo hoje?

Como sempre foi, ou deveria ser , olho no olho, falando a verdade, sem promessas impossíveis, e o mais importante: Ter moral e credibilidade para pedir o voto.

Você vê perspectivas para o Brasil sair dessa crise institucional e política?

Não tenho dúvidas que o Brasil pela sua grandeza sairá dessa crise. Só que apresento aqui uma fórmula fundamental para a mudança na política brasileira: A participação do povo, não apenas na época eleitoral, mas no dia a dia. Tenho certeza que uma população participativa, fará com que o quadro político mude radicalmente.

Quais os maiores problemas de Colombo atualmente ?

Os problemas existentes em Colombo, são os mesmos das outras cidades do Brasil: Saúde, educação, segurança, falta de estrutura para que se realize programas e projetos sociais. Quero citar aqui os alagamentos que a cidade vem sofrendo, conversei com representantes da prefeitura que me apresentaram um plano de ação para conter essas enchentes

Como resolver isso?

Acredito que a distribuição das verbas (municipais, estaduais e federais) para os lugares certos, seja uma das ferramentas para essa mudança.

O Maicon Martins político é o mesmo Maicon Martins pai de família?

Os dois se misturam muito… Acredito que o Maicon Martins político é mais cobrado e exigido, pois na política nos colocamos como uma opção para contribuir com a população, sendo assim, querendo ou não, somos responsáveis por diversas famílias.

Maicon Martins e o Deputado Anibelli Neto
No Congresso da JMDB em Brasilia

Fotos: do arquivo pessoal do entrevistado

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