No ano de 1986, quando Edson Ferreira e Paula Shimidilin Ferreira deixaram as chefIas das pastas do Esporte e da Cultura respectivamente ( os dois perdiram a conta) , eu assumi a chefia do departamento , mas somente fui nomeado chefe da Divisão de Cultura , ma real eu  era responsável pelo departamento como um todo , apenas a Biblioteca era da alçada da Maria Bertolin.

A estrutura era minima, éramos em 3 funcionários : eu , Daniele Mendes e mais a irmã do Edson Ferreira que ficou ali ainda por pouco tempo. Como eu tinha experiência nas duas área fui levando o barco de acordo com os parcos recursos que dispunha.

Na gestão de Edson e Paula, O diretor do departamento todo era Pedro Manes, que tinha saído do departamento de educação por motivos que não convém aqui explanar. O cara não era da área e ficava o dia todo olhando a gente trabalhar, nem moral para pedir a compra de uma bola o Dr Manes tinha.

Mas , o caso mais bizarro e que deveria fazer parte do histórico da Prefeita Beti Pavin ,  que na época ocupava a chefia de gabinete de Lordes Geraldo, foi a contratação de um cidadão recém chegado da Paraíba, com residência no Prado.

O fato mostraria mais tarde como a atual prefeita já levava jeito para fazer da coisa pública uma extensão da casa da mãe Joana.

Certo dia ela me chamou no gabinete e rolou o seguinte diálogo:

– Oi Elias , o fulano de tal está morando no Prado a pouco tempo e diz que tem sua formação na área das artes plásticas, ele gostaria de implantar um programa para escolas aqui em Colombo. Como tá sobrando uma nomeação ali no departamento, o que você acha de dar uma oportunidade a ele?

– Eu não conheço o cara , Beti , e nem o trabalho dele, mas se você quer tentar ,vamos lá . Só não entendi as razões para a escolha de uma pessoa de tão longe para um trabalho relevante e o município tendo várias pessoas da área que podem ocupar a pasta.

– Wampa…você não entendeu. O cara veio do Nordeste, e disse que tem como a gente ir para lá a hora que quisermos para curtir as belas praias de graça cara…Já é um bom motivo não? ( ela falava das vantagens pra ela e a turma dela , eu não pertencia ao grupo)

– Tudo bem ,você é quem manda. Ele começa quando?

– Na segunda-feira

– Vamos tentar então amiga

Chegou na segunda-feira o cara chegou as 10h. Logo foi se apresentando e eu falei:

– Nossa estrutura é bem precária, você terá que usar teu talento para conseguir realizar teu trabalho amigo…qualquer coisa estamos ao teu dispor.

O sujeito ocupou a escrivaninha que estava vazia e lá ficou até as 15h sem mexer na caneta, ficava olhando eu as meninas trabalharem. Antes das 17hrs, Bem antes do fim do expediente o malandro foi embora.

Eu pensei comigo : tomara que ao menos a Beti e azamigas aproveitem ao menos as ferias no Nordeste… porque pelo ânimo do sujeito isso aqui na cultura vai dar certo não

Passados um mês nesta Vibe o cara não produziu uma idéia sequer, e não foi por falta de incentivo não. Eu a a Dani até tentamos animar e dar subsídios ao chefe da Divisão de Cultura 

No segundo mês eu não aguentei e fui falar com a Beinha.

– Se for muito cara essas viagens eu acho que vocês já pagaram uma boa parte viu?

– Por que Wanpa?

– Porque o nosso pintor não fez nada até agora e além disso faz 3 semanas que não aparece no departamento …

– Não me conte Wampa…fale com ele e deixe mais um tempo lá

– Tudo bem !

Passados mais 2 meses o nosso artista só vinha em dia de pagamento e se mandava

Daí foi que exige da Beti , ” ou esse nó cego sai , ou saio eu ”

– Tudo bem Wanpa, vá lá e mande o cara passar no recursos humanos e dispense o cabra RS

Deixe uma resposta