Depois de ter se livrado da perda do mandato, a defesa do presidente Michel Temer resolveu riscar o fósforo e atear fogo no já seco planalto central.

Para desviar o foco de futuras denúncias de Janot que podem ocorrer antes da de sua saída da PGR, em setembro de 2017, a defesa impetrou no STF pedido de suspeição do procurador.

Pedido de suspeição nada mais é do que: receio fundamentado, suscetível de se opor à imparcialidade de juiz, representante do ministério público, testemunha, perito etc., em razão de certas circunstâncias ou interesses intercorrentes que possam impedir ou privar qualquer deles da exação no exercício de suas funções.

Resumindo, Temer quer dizer que está sendo perseguido por Janot. Caberá ao Ministro Facchin decidir sozinho pelo acolhimento da suspeição, ou não, ou encaminhar ao plenário do STF para que decida.

No burburinho do poder todos são unanimes: isso nada mais é do que cachorro fazendo xixi para demarcar território, além de o Presidente estar exercendo seu sagrado direito ao jus esperniandi, até porque Janot logo deixa a PGR e, em seu lugar, assume a indicada de Temer.

Em resumo, o advogado do Lula tem muito que aprender com a banca jurídica que atende Temer, afinal marreco novo não mergulha fundo.

Por Rita Gomes Todeschini – Blogueira politica de Brasilia  e colunista do Site Colombo Atenta

Até semana que vem.

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