Uma das perguntas que todos me fazem a respeito da prefeita Beti Pavin é sobre sua entrada e de como adquiriu tanto poder dentro da cena politica de Colombo.

Para detalhar melhor essa parte , é preciso voltar ao ano de 1986 , e o periodo que se iniciou uma nova fase na politica colombense , antes dominada por politicos tradicionais de sobrenome italiano e ligados à sede do municipio.

Em 1982 , João Chemin (PMDB) foi eleito prefeito de Colombo , sucedendo Djalma Jhonsson (PDS) , de quem era vice-prefeito. Seu mandato iria de 1983 a 1988 , ou seja , Chemin tinha seis anos para administrar Colombo. Sua equipe era composta de nome tradicionais dentro do PMDB local, como: Dr Marco Antonio Maia Correa , Nelson Santo Francheschi , Pedro Antonio Manes , Jerson Gonçalves Ferreira que faziam parte de seu conselho politico .

Durante a campanha que elegeu Chemin , seu grande adversário foi o arquiteto Edson Jhonsson , também do PMDB – Naquela eleição cada partido poderia lançar três candidatos- .Jhonsson tinha como vice na sua chapa , Pedro Ademir Cavalli  , enquanto Lordes Geraldo era vice de Chemin.

A vitória mais que previsivel de João Chemin , não foi muito bem deglutida por Edson Jhonsson , que a partir dai começou a se firmar como o possivel  candidato do PMDB para 1988 , cargo também aspirado por Lordes Geraldo . Até aí nada de mais , até porque o prefeito João Chemin teria que cumprir seis anos de gestão .

Na época , Beti Pavin era secretária de Nelson Francheschi , Chefe de Gabinete , e de João Chemin . Um cargo que não lhe dava nenhum status politico , apesar de Beti estar filiada ao PMDB , e sempre ter tido uma atuação , senão de destaque , ao menos participava da vida partidária , sendo inclusive uma das grandes cabos eleitorais de Roberto Requião para prefeito de Curitiba em 1985 , quando este foi eleito prefeito de Curitiba ao vencer Jaime Lerner , recebendo muitos votos de eleitores de Curitiba que residiam em Colombo . Beti Pavin por ter contato com o povo diretamente , pedia votos para Requião .

Do inicio de 1983 até o final de 1985 , João Chemin cumpria seu mandato de forma satisfatória , só que nos bastidores já se aventava a possibilidade do prefeito deixar o cargo antes do seu término em 1988 , para se candidatar a deputado estadual em 1986 . A ideia começou a ganhar corpo , principalmente dentro do grupo de Edson Jhonsson , que imaginava , que ao tirar Chemin da prefeitura , seu nome seria imbativel para o pleito municipal de 1988 .

Em maio  de 1986 , João Chemin renuncia ao cargo de prefeito , e se lança a deputado estadual , deixando dois anos e 7 meses de mandato para seu vice , Lordes Geraldo.

Quando Lordes Geraldo assumiu o compromisso que tinha com João Chemin de dar todo apoio da máquina para a candidatura a deputado estadual do seu antecessor , também se comprometeu a não mexer em cargos que eram de confiança de Chemin , e o acordo estava indo bem , até que começaram as divergências internas , uma das quais envolvendo Nelson Santo Francheschi e Lordes Geraldo , não deu outra , Nelson nem esperou terminar o processo eleitoral de 1986 e pediu o boné. Aliás , é importante destacar , que Nelson Francheschi era o preferido de João Chemin para ser candidato a prefeito em 1988. A seguir foram embora  ,o procurador do Municipio , Marco Antonio Maia Corrêa , que deu lugar para Bolivar Artagão Ferreira , Pedro Manes , Leonildo Chemin perdeu a secretaria de Educação para Aziolê Pavin .

Jerson Ferreira se manteve , como o ponto de equilibrio de todas as gestões , como sempre foi .

Com a vaga aberta na chefia de gabinete , um cargo de grande importância dentro do contexto politico administrativo da prefeitura , Lordes Geraldo escolheu Beti Pavin para ocupá-lo interinamente …e a moça gentil e solicita da antessala que a todos atendia com muita simpatia e prestatividade , assumiu a vaga , e o que era para ser provisório ficou definitivo , graças também ao trabalho dela , que de boba não tem nada e não tinha , e logo dominou o pedaço com muita facilidade , e foi definitivamente nomeada chefe de gabinete. Um cargo com caneta ,  com contato com lideranças e muita gente de todos os segmentos da sociedade, ali ficou conhecida como a mãe dos pobres , devido a sua maneira populista de fazer o elo entre o prefeito e o povo , além de um carisma acima da média , e sempre antenada aos fatos que ocorriam na politica municipal , estadual e nacional.

Junto com Eliane Tosin , Roberto Wegebecher (Betão)  , Gilberto Pavin e Edson Strapasson , formavam um espécie de núcleo duro á paisana dentro da administração . Essa turma sem ninguém perceber dava as cartas em tudo . Porém , Lordes Geraldo não notou os movimentos da galera , tanto que Roberto Wegebecher , então secretário de administração foi logo sendo escanteado para dar lugar a Gilberto Pavin -irmão de Beti Pavin -, seu assessor na pasta .

Sabedor de tudo que se passava nos bastidores , mas também o controlador  do orçamento e das articulações politicas, Jerson Ferreira sempre se comportou de forma a não impor nada . Juarez Marques , outro amigo de Lordes Geraldo , ocupava a pasta do abastecimento , era homem da confiança do prefeito , mas não tinha responsabilidade para com tal status. Tanto que quase levou Lordes para o buraco com a quase instalação de uma CPI por parte da Câmara de Vereadores na gestão de Osmir Alberti , por causa de má gestão a frente da pasta…#cambalachomesmo

A partir dessa investidura definitiva na chefia de gabinete , Beti Pavin começou a fazer seu plano de projeto futuro , que na realidade começou a ganhar ares de projeto mesmo , com a derrota de Chemin para deputado estadual , foi quando Lordes Geraldo pode dar uma cara própria ao seu governo, e esse novo grupo foi essencial para dar sustentação ao novo prefeito vindo do RIO VERDE , um dos únicos prefeitos fora da sede que fez história , uma revolução em apenas dois anos e sete meses de gestão .

Quem saia ganhando a principio com a derrota de Chemin , ou imaginava ter ganho , era Edson Jhonsson , que já se colocava como o ungindo do PMDB a sucessão de LORDES GERALDO em 1988 . Só que a partir dai começa a se estabelecer um novo cenário da politica local …Pois com o passar do tempo , Lordes Geraldo , que já não engolia muito o arquiteto , passou e ter o protagonismo e a dominar tudo , e ai entra a importância de Beti Pavin e a “gurizada do prefeito” como ficou conhecido a nova ala dentro do partido…Sem o vicio dos velhos politicos , eles não tinham amarras com ninguém , mas muito a desejar em termos de renovação para Colombo.

A chefe de gabinete e sua trupe não era de fazer barulho , e agia de maneira inteligente , ocupando os espaços à medida do possivel , assim foram colocando gente de sua confiança em postos chaves da gestão .

Com o passar dos anos , asZAMIGAS da então chefe de gabinete , tinham influência decisiva nas decisões de um governo bem avaliado e com uma nova visão administrativa . BETI PAVIN  era tão importante nesta gestão , que até para acompanhar o prefeito ao Rio de Janeiro  , quando o mesmo iria receber uma honraria concedida por uma revista de circulação re$trita aos meios da alta sociedade da politica , em pleno Copacabana Palace , ela foi convidada para ir com ele, e lá se foi ela , que de boba não tinha nada…rs

Em 1988 , Lordes a convidou para ser candidata a vereadora , e foi eleita com cerca de 700 votos , obtendo sufrágios em todas as urnas do municipio…é mole ou quer mais? Assim começou o longo dominio que dura até hoje , da liderança de Beti Pavin e aszamigas…#vemmaisporai

Elias Glaucio

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