A partir de hoje dou inicio a série: “Beti Pavin , 30 anos de Poder “ , onde pretendo contar um pouco da história da politica mais emblemática de Colombo .

Não será uma série em sequência cronológica , a ideia é trazer para o leitor alguns fatos que vi , ouvi e fiz parte , desde que a atual prefeita teve seu primeiro cargo de alto escalão no poder público , até o momento atual . também não pretendo levar ao público , nada que envolva a vida pessoal de qualquer um dos personagens com quem convivi. Será apenas um breve relato da minha relação com o poder .

1- POR QUE NÃO TENTEI DERRUBAR BETI PAVIN JÁ EM SEU PRIMEIRO MANDATO? 

Minha relação com a prefeita Beti Pavin sempre foi de muita empatia e cumplicidade desde que a conheci em 1978 . Tinhamos sonhos e ideais em comum , além do fato de ver nela uma pessoa com grande potencial e de uma carisma dos mais marcantes.

Em 1996 , quando Beti Pavin já era vice-prefeita e candidata á prefeita , contando com um apoio de mais de 60% da população , eu era assessor de imprensa da prefeitura de Colombo , pelo segundo mandato consecutivo , estive á frente da pasta na gestão de João Dalprá entre 1990/1992 .

Durante todo o processo eleitoral fiquei encarregado pela gestão de marketing da campanha , além de fazer parte da consultoria politica da então candidata.

Fiz todo o programa de MKT , desde da escolha de padrão visual , jingles ,midias , até a análise de pesquisas.

Como estava ainda na chefia da assessoria de imprensa , faltando 20 dias para o término do processo eleitoral pedi licença médica por conta de um cansaço mental e fisico , e também porque a eleição já estava ganha , as pesquisas davam uma vantagem para Beti Pavin de mais de 30% sobre o segundo colocado . Claro que Beti venceu e com folga , e eu decidi esticar minha licença até a posse em janeiro de 1997 , imaginava que teria espaço no primeiro governo de uma mulher em Colombo , não só por nossa amizade , mas pelo trabalho que desenvolvia .

Após tomar posse , Beti Pavin iniciou a  chamada dos seus escolhidos para conversar , e também daqueles que não seriam fariam mais parte da equipe do primeiro escalão , ou do segundo e ai por adiante.

Claro que devido ao meu trabalho contava como certa a manutenção de meu cargo. Mas para minha surpresa a prefeita não me contemplou com a escolha , disse que seu escolhido seria outro , não por questões de competência , mas por questões de bastidores mesmo. Me deu a “regalia’ de ficar em casa sem precisar trabalhar.

Foi um momento dificil de assimilar , já que nunca esperava que ela tomasse tal decisão. Porém , como mantinha uma relação de altissima fidelidade ao grupo e a ela , tive que aceitar para não ferir meus principios .Caso o contrário o primeiro mandato de Beti Pavin já poderia ter começado com sérios problemas com a Justiça Eleitoral , e por uma simples razão: a máquina pública trabalhou pesado em favor da campanha , e isso envolvia pagamentos de serviços de campanha pagos com dinheiro público , desde de materiais de propaganda até jogos de camisa etc…Em parte eu fui participante desse processo e em outros , que a candidata e o outros amigos me informavam , e  até me repassavam o serviço .

Se ao invés de seguir o rumo de casa após a dispensa dos meus serviços , eu pegasse metade das provas e levasse até aos vereadores de oposição , por certo o primeiro mandato de Beti Pavin já teria começado com sérios problemas na esfera juridica , podendo até ser cassada…Só não me pergunte a razão por não ter agido como o sujeito que ela escolheu para colocar em meu lugar, ela sabe com quem trabalhou…

 

Postado por Luara Claucio

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