E essa cura se chama educação e criminalização.

O sentimento de aversão, repugnância, medo, ódio ou qualquer tipo de violência contra a população de Assexuais, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros e intersexuais (ALGBTI) é chamado de ato homofóbico e tal prática deve ser combatida diariamente.

A questão de gênero é algo tão pessoal que não deve ser tratado algo público, trata-se da intimidade de uma pessoa. Por exemplo a sua sexualidade de heterossexual não será posta em discussão pública de forma vexatória. Então por que isso acontece sempre com quem não é heterossexual?

Seria por que ser heterossexual é o padrão que a sociedade impõe que você deva ser? Quem é você para determinar que a orientação sexual de alguém deva ser heterossexual? Um assunto íntimo deve ser tratado em âmbito intimo a pessoa que sabe da sexualidade dela. Vamos parar de cuidar da sexualidade dos outros e cuidar mais da nossa?

Este incômodo que as pessoas têm para com a sexualidade umas das outras, geram muitas atitudes de discriminação e até mesmo atos graves de violência. Os mais comuns registrados, segundo pesquisa do Grupo Gay da Bahia, são agressões verbal, moral, física, sexual, violência psicológica e até assassinatos. Para alguns imaginar que uma pessoa pode ser morta apenas porque seu gênero não agrada outra, possa ser algo espantoso, porém é o dia a dia da comunidade ALGBTI sofrer preconceitos ou até mesmo serem mortos ou mortas por conta da homofobia.

Como exemplo negativo de discriminação e preconceito que se revelam com brutais assassinatos, citamos, dentre tantos visualizados no País, o do travesti identificado como Fernanda, de 24 anos, que foi baleada em Ponta Grossa/PR, na região dos Campos Gerais, no dia 10 de maio de 2017. (Fonte: http://www.bandab.com.br/jornalismo). (Publicado em 11 de maio de 2017 – 9:53).

É importante afirmar que ocasionalmente os atos homofóbicos decorrem também da falta de informação das pessoas, neste caso a resolução do problema se encaixa em ações de combate a homofobia no âmbito da educação. Não existem políticas concretas nas escolas, universidades, nos setores públicos e privados, ou seja, falta conscientização dos indivíduos. Existe a ausência de campanha publicitária eficaz e de propagação nacional no combate a homofobia.

É uma necessidade urgente sensibilizar a sociedade sobre o respeito à cidadania da população ALGBTI. Para tanto, é preciso uma série de ações coordenadas que visem construir uma cultura contra a discriminação e pelo reconhecimento das diferenças individuais, mas principalmente, uma legislação específica sobre a criminalização da Homofobia.

Portanto, existe a necessidade de criar penalidades a serem aplicadas à prática de discriminação em razão de orientação sexual, torna explícito que a discriminação é vedada por lei, garante um direito às minorias e constitui-se num importante elemento de educação e conscientização de combate à violência.

Marici Seles – Militante política e das causas populares

 

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