Antigamente a mudança de geração ocorria à cada 25 anos. A aceleração da vida social mudou isto e estamos com uma geração nova à cada 10 anos, com pessoas com novo estilo consumista de produtos e serviços, novos modos de encarar a vida, novo sentido para a existência, modelos familiares diferentes, expectativas novas sobre o trabalho, etc.

Houve a Geração X englobando pessoas nascidas entre 1960 até o final dos anos 70. As características dos jovens da Geração X incluem pessoas sem identidade aparente, enfrentando um mal incerto, um futuro difícil, viveram a fase hippie, tiveram alvos, mas deixaram de lado e entraram no mercado competitivo. Viveram na época do surgimento dos computadores pessoais, do celular, internet, email, impressoras, tudo isto produzindo uma mudança grande na vida. Buscaram mais seus direitos. Lutaram pela liberdade. Preocuparam-se com gerações futuras.

Os nascidos entre o fim dos anos 70 e início dos anos 90 são da Geração Y, sendo inovadores, vivendo na prosperidade econômica e aprimoramento da tecnologia. As crianças desta geração tiveram o que seus pais não possuíram, como videogames, computadores sofisticados, TV a cabo, e vivendo com estas facilidades desde pequenas. Se tornaram pessoas multitarefas respondendo emails, visitando sites, mantendo contatos on line, envolvendo-se em redes sociais, etc. Jovens da geração Y ficaram (mal) acostumados a conseguir o que queriam em parte porque seus pais se culpavam (culpa falsa) se não davam aos filhos equipamentos eletrônicos que eles, pais, não tiveram, mesmo que para comprar tivessem que apertar a vida financeira da família. Geração Y: sempre conectados, querem informação fácil e rápida, preferem emails do que escrever cartas, vivem mais no mundo de contato virtual, se expõe demais pelas redes sociais.

A Geração Z engloba os jovens que nasceram entre 1992 e 2010, desde pequenos familiarizados com a internet, smartphones, tablets, e superconectados on line. Não sabem o que é um mundo sem computadores. São desapegados de fronteiras geográficas, muito ansiosos, muita participação social com certa obsessão por expôr sua opinião, e com falta de intimidade e contato social real.

Uma nova geração chama-se de Geração Mimimi. Pessoas que fazem parte dela colocam muito a responsabilidade no mundo sem considerar que elas também fazem parte dele. Reclamam demais, prejudicando o compromisso de fazerem algo. Tendem a querer soluções fora de si, não considerando que é preciso buscar dentro da própria pessoa a motivação, arregaçar as mangas e colocar a mão na massa. Querem liderar, tomar as decisões, pular etapas mas sem passar pela experiência da execução. Parece que querem começar de cima, mandando, sem “ralar” nas etapas anteriores como qualquer mortal.

As pessoas da Geração Mimimi são supersenvíveis, e tendem a interpretar ideias diferentes das suas como preconceito. Alguém até disse que para esta geração talvez tenhamos que deixar de sorrir porque esta atitude poderá ser interpretada como preconceito contra quem não possui dentes. São pessoas da direita ou da esquerda, homens ou mulheres, dominados por uma postura política exagerada, irrazoável e cegamente apaixonada. A emoção domina sobre a razão. O que “eu acho” pode se tornar mais importante do que a verdade que a pessoa rejeita, ou não se interessa em saber.

Muitos da Geração Mimimi querem o conforto, o sucesso, a fama, sem importar os meios pelos quais tentarão alcançar isto. Como disse Paulo Ghiraldelli Jr.: “O jovem fica tão viciado nisso que pega o caminho torto até mesmo quando o caminho correto é o mais fácil! Um país que não valoriza os clássicos, a leitura boa e o respeito ao bom professor prepara terreno para o mimimi geral. … A esquerda faz isso [atitude mimimi] ao cometer exageros e indiscernimentos do que pode e não pode ser homofobia, preconceito, machismo etc. Quando meninas começam dizer que tudo é sexismo, tudo é machismo, elas não estão ajudando em nada para melhorar as coisas, apenas colaborando para que a direita acuse a esquerda de mimimi, e nesse caso, até com razão! … De todos os lados há mimimi. Essa juventude e seus pais não entenderam que os países que se desenvolvem, em regimes progressistas ou conservadores, são aqueles no qual as pessoas, na vida individual, possuem responsabilidade com o que se comprometeram.”

Fonte: http://ghiraldelli.pro.br/filosofia/mimimi.html – Filosofia como Crítica Cultural.

Postado por Luara Glaucio

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