A permanência deste governo interino golpista de Temer é insustentável existem investigações por diversos crimes que ferem o objetivo da administração Pública que é o interesse público, seguindo os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A presidenta Dilma foi afastada de suas atribuições sob a acusação de fazer “pedaladas fiscais” (um adiantamento de crédito para pagar outra conta pública por alguns dias).

A moral e legalidade das ações do atual Presidente da República a cada dia é rebaixada, tendo em vista que se soma provas de atos corruptos envolvendo ele e pessoas que tem relações próximas. O ano de 2015 foi marcado por manifestações de massa na qual levantavam a pauta contra a corrupção, atualmente os grupos que lideraram na época estas manifestações estão em cargos eletivos no congresso nacional ou como aliados políticos de Temer que é investigado por corrupção, obstrução de justiça e organização criminosa, contudo hoje estes manifestantes não vão as ruas contra a corrupção.

Estamos passando por um momento difícil de crise política e econômica no Brasil e o atual Presidente tem apresentado para tramitação no Congresso Federal várias “desreformas” estruturantes que massacram os trabalhadores, trabalhadoras e até os estudantes do ensino médio. A reforma trabalhista foi aprovada na CCJ no dia 28/06/2017 com 16 votos favoráveis e 9 contrários no Senado Federal. Votaram contra o povo e favoráveis a reforma trabalhista os deputados: Jader Barbalho (PMDB/PA), Romero Juca (PMDB/RR), Simone Tebet (PMDB/RS), Valdir Rauup (PMDB/RO), Marta Suplicy  (PMDB/SP);  Paulo Bauer (PSDB/SC), Antônio Anastasia (PSDB/MG), Ricardo Ferraço (PSDB/ES), José Serra (PSDB/SP), Maria do Carmo (DEM/SE), Benedito de Lira (PP/AL), Wilder Morais ( PP/GO), Roberto Rocha (PSB/MA), Armando Moiteiro (PTB/PE) e Eduardo Lopes (PRB/RJ). Este projeto flexibiliza as leis trabalhista de forma de tal forma que torna precária as condições de trabalho reduzindo os direitos trabalhistas.

A Reforma da Previdência está sendo apreciada em comissão especial da Câmara Federal os dois projetos provavelmente serão votados antes do recesso legislativo do mês de julho é trazem inúmeros retrocessos para a classe trabalhadora. Com a aprovação deste projeto de lei para os trabalhadores terem a aposentadoria integral (100%) será preciso que as mulheres tenham 62 anos de idade, os homens 65 anos de idade, professores 60 anos de idade e cada um destes 40 anos de contribuição. No caso de aceitar ter uma aposentadoria proporcional a idade mínima é de 62 para as mulheres e 65 para os homens com no mínimo 25 anos de contribuição. A aposentadoria Rural a idade mínima é 57 anos para as mulheres e 60 anos para os homens, com mínimo de 15 anos de contribuição previdenciária. De acordo com a PEC a aposentadoria de servidores também será alterada vinculando idade e tempo mínimo para homens 65 anos, mulheres 62 anos e ambos 25 anos de contribuição.

É necessário acabar com os privilégios tramita na assembleia legislativa 03 que acaba com a aposentadoria  de ex-governadores do Paraná e  o projeto de lei n° 521/15 que acaba com a pensão de viúvas de ex-governadores do Paraná.

Como medida de resistência a todo caos político que estamos vivendo as Centrais de Trabalhadores e muitos outros sindicatos organizaram para uma GREVE GERAL para o dia 30 de junho contra as reformas da previdência e trabalhista, além de cobrar as Diretas já e nenhum direitos trabalhistas.

Marici Seles – Militante política e das causas populares

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