Qualquer pessoa que tem algum tipo de deficiência tanto física, visual, auditiva ou cognitiva sofre diariamente com o preconceito e com a ausência de espaços públicos adequados para garantir a dignidade e qualidade de vida das pessoas com deficiência.

O Brasil é o país que tem as melhores leis e decretos para as pessoas com deficiência, contudo não as melhores práticas. Se desde muito pequenos aprendêssemos a riqueza das diferenças, que nenhum ser humano é igual ao outro e cada qual tem suas limitações, viveríamos em um mundo com menos preconceitos.

A diversidade humana sempre existiu, mas porque as pessoas colocam barreiras nas relações com quem não se parecem com elas? O que nos leva a classificar as pessoas, produzir hierarquias e diferentes atribuições de valor? O que é ser “normal”? O que é patológico? O que é patológico tem que necessariamente tentar ser “normal”? O que é “normal”? As pessoas com deficiência precisam ser iguais? Iguais a quê? Quem é igual? Existe corpo esteticamente adequado? Diversos estigmas levam a não aceitação do outro da forma com que ele é isso faz com que aumente o preconceito e a exclusão.

A codependência é normal entre os seres humanos, quando bebês, quando idosos, quando estamos gravemente doentes a dependência humana torna-se mais visível, sempre precisamos do trabalho de outras pessoas para viver, para nos alimentar, nos vestir, em tudo tem a mão de obra de uma outra pessoa.

Você costuma encontrar pessoas com deficiência frequentando os diversos espaços que você frequenta com facilidade? Provavelmente não por estarem nas suas casas isoladas da sociedade por conta da ausência de ambientes públicos adaptados para suprir as necessidades de todas as pessoas, principalmente das pessoas com deficiência. Faz se necessário a equiparação de oportunidades para ter realmente tenhamos um País inclusivo e igualitário.

Precisamos reconhecer que somos preconceituosos e combater toda forma de preconceito todos os dias. O pensamento mesquinho de que só somos normais se formos como o nosso espelho precisa ser desconstruído. A deficiência não é uma circunstância pessoal, mas sim de uma estrutura social que deve levar em consideração a atitude que a sociedade imputa às pessoas que têm restrições em suas funcionalidades. A deficiência é um problema relacional a autonomia não depende somente do corpo que se tem, mas também do mundo em que se vive.

 As desvantagens impostas para pessoas com deficiência, faz com que elas muitas vezes não consigam cobrar os seus direitos com a mesma facilidade que uma pessoa sem deficiência, devido à restrição de funcionalidades e pela sociedade, que lhes impõe barreiras físicas, legais e de atitude.

Segundo o último senso do IBGE no munícipio de Colombo tem 18% de pessoas com deficiência, 21% da população no Paraná e no Brasil corresponde 23 % da população tem algum tipo de violência.  

Portanto o investimento em uma educação inclusiva é um dos caminhos para o combate a descriminação e fará com que as pessoas entendam a diversidade como um valor, além de que a convivência faz com que as pessoas pensem mais umas nas outras. Em uma sociedade democrática que pressupõe igualdade de oportunidades e de direitos.  A falta de estatísticas especificas sobre as pessoas com deficiência contribui para a invisibilidade dessas pessoas. Isso representa um obstáculo para planejar e implementar políticas de desenvolvimento que melhoram as vidas das pessoas com deficiência.

 

Entidades que fazem algum tipo de atendimento para as pessoas com deficiência em Colombo:

 

APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Colombo 

  1. Felício Kania, 943 – Monza, Colombo – PR, 83406-210 saiba como ajudar pelo telefone: (41) 3666-1695

 

APDEC – Associação de Pessoas Deficientes de Colombo

Rua Ludovico Klindinger, 472. Saiba como ajudar ou participar (41) 3675-0783

Conselho Municipal da Pessoa com deficiência em Colombo

Consulte as datas as reuniões na secretaria dos conselhos da Prefeitura (41) 3656-8080

O Disque Direitos Humanos Nacional – Disque 100 – recebe, analisa, encaminha e monitora denúncias e reclamações sobre violações de Direitos Humanos. O serviço funciona 24 horas, nos sete dias da semana, e a ligação é gratuita, podendo ser feita de qualquer telefone fixo ou celular. Quem faz a denúncia não precisa se identificar.

Marici Seles – Militante política e das causas populares

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