A greve dos médicos de Colombo programada para ser deflagrada na próxima terça-feira (13) , de acordo com a aprovação da paralisação definida pelo sindicato estadual da classe , só não sairá caso a Prefeitura de Colombo consiga nesta segunda-feira (12) na reunião entre a promotoria do município e o comando grevista chegar a um acordo.

A situação de crise na saúde é sem dúvida a pior da história do município. Não vem de agora. Em novembro de 2015 o governo de Beti Pavin já tinha enfrentado um movimento de paralisação por parte dos servidores públicos – a saúde foi o setor mais prejudicado à época – . sobrecarregando os postos de atendimento de Curitiba e outros municípios da região metropolitana.

De lá para cá nada melhorou no setor, a falta de compromisso com as reivindicações da classe dos trabalhadores da saúde , as cobranças por parte da população em relação à precariedade do atendimento , e a falta de uma política de saúde no mínimo satisfatória , não encontraram eco na administração municipal.

Beti Pavin , que assumiu a prefeitura em 2013 tendo como foco a reestruturação na área, e a promessa de recuperar a Santa Casa, sequer conseguiu entregar a UPA do Jardim Osasco .

Mas, o caos não se resume só aí. Falta de planejamento e recursos humanos, falta de produtos básicos para atender as demandas da população, corte no corpo clínico ( 60 médicos já foram exonerados de janeiro até agora ) . Superam todas as crises que secretaria de saúde e o setor enfrentou nos últimos anos.

Aliada e companheira de partido de Beto Richa (PSDB ) a prefeita não trouxe para Colombo muitos investimentos na área. Com isso e mesmo estando investindo 20 milhões a mais por ano do que seu antecessor Jota Camargo , a mandatária está esgotando seu estoque de possibilidades para arrumar a solução para a crise. Com Requiao na década de 90 , Colombo teve seus maiores investimentos em infraestrutura em saúde . Coisa que não acontece com o atual governo estadual de Richa.

A população que depende da dos serviços prestados pela prefeitura há muito tempo desistiu de denunciar os descasos, tanto que nem mesmo com a greve dos médicos prestes a começar, usuários tratam o fato como mais uma derrota normal.

Os médicos que atendem no pronto atendimento do Alto Maracanã fizeram um chamado ao povo no sábado ( 10 ) com a intenção de esclarecer sobre as consequências desta paralisação. Como uma possível terceirizacão nos serviços , como o que ocorreu no governo de Jota Camargo.

O movimento grevista ganha repercussão e cresce , e ninguém quer apostar no pior. Pois ao contrário do que disse o Tiririca, pior do está pode ficar.

NOTA DO SINDICATO:

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná anuncia a paralisação dos médicos de Colombo que será iniciada na próxima terça-feira (13). A decisão foi deliberada após Assembleia Geral Extraordinária, realizada na noite desta terça-feira (06) na sede do sindicato.

Os médicos servidores do Município de Colombo informam que somente está sendo deflagrada a greve porque o Município não atendeu nenhuma das reivindicações dos médicos, formuladas desde o início do ano, a falta de medicamentos, falta de água potável, consultórios sem ventilação, a falta de vagas para internação forçando os médicos a tratar os pacientes sem condições adequadas colocando os pacientes e o registro dos profissionais em risco, além de ter aumentado carga horária de trabalho, reduzido salários, anunciado que substituirá os médicos hoje contratados por novos que receberão salários inferiores, trocando os médicos de local de trabalho sem qualquer aviso ou justificativa plausível, além de outras medidas que contrariam as expectativas destes profissionais da saúde.

Os profissionais da saúde estão sendo prejudicados com a falta do descumprimento quase que total do funcionamento dos Postos de Saúde, além dos problemas financeiros, sendo que já houve diversas tentativas de negociação por parte do Sindicato dos Médicos do Paraná (SIMEPAR) para que houvesse regularização, no entanto, nenhuma medida foi proposta.

Os trabalhadores irão prestar somente o serviço de urgência/emergência como prevê a lei com intuito de que não haja prejuízo à população, os médicos manterão 60% do atendimento nas unidades de saúde.

Por isso pedimos à compreensão da população, principalmente aquela que é usuária dos Postos de Saúde, para que apoiem a nossa luta em defesa dos serviços públicos.

1 COMENTÁRIO

  1. A saúde está doente sim mais e pelas pessoas que trabalham nas unidades de saúde e senhor secretário da saúde e a prefeita e seus dejuntes da saúde por verba tem só tem que Boa vontade

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