Vereador Anderson Prego

 

Começou a valer na ultima quinta-feira, dia 01/06 a nova forma de cobrança da tarifa mínima de água pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). A partir da referida data, todos os usuários do sistema de saneamento terão direito de uso de cinco metros cúbicos de água em caso de pagamento da tarifa mínima. Até então, a taxa permitia o consumo mínimo de 10 metros cúbicos. Neste quesito não há problema, pois sempre foi uma luta nossa buscar que a Sanepar pudesse realizar medidas de consumo para quem usa menos de 10 metros cúbicos. Porém a empresa aproveitou para diminuir para 5 metros cúbicos, porém manteve praticamente o mesmo valor que eram pagos pelos consumidores. Muitas famílias durante anos não consumia os metros cúbicos da taxa mínima e mesmo assim pagavam pelo total. Agora continuaram pagando o mesmo valor, porém com metade do consumo.

 

Questionamos a Sanepar através do pedido de informação de nº de nosso Gabinete e a resposta veio muito superficial e até mesmo com um pouco de descaso. Este reajuste tarifário também aumentou a conta de água em 8,53% a partir de junho. Mas não é só isso que nos deixa indignado dentro desta maquiagem da cobrança de valores, teremos ainda ao longo dos próximos anos um reajuste, gradativo e o preço do serviço subirá continuamente ate chegar 25,63%. Não bastasse isso é preciso apresentar outro detalhe: este reajuste não faz parte da revisão anual obrigatória dos valores cobrados pela Sanepar.

Para exemplificar um pouco melhor, antes da mudança na tarifa mínima, os usuários da rede de saneamento precisavam pagar pelo menos R$ 33,74 por mês, com o usufruto de 10 metros cúbicos de água. Agora, o preço cai para R$ 32,90, apenas 0,84 centavos a menos e terá o direito de uso de cinco metros cúbicos. O que me chama a atenção é sobre os valores pagos ao longo de décadas por um consumo que nunca existiu para a maioria dos cidadãos e cidadãs. Aproveito a presença do nobres pares, bem como do jurídico desta casa de leis, pois acredito que o nosso jurídico poderia realizar uma análise aprofundada, para respaldar os cidadãos a requerer na justiça o ressarcimento deste consumo que nunca exitiu.

 

Buscando aprofundar minha análise, li uma matéria que saiu  num jornal de grande circulação, que apresentou alguns questionamentos a companhia de abastecimento, que informou que “a nova estrutura tarifária previa a manutenção das receitas da companhia o que permite que a Sanepar siga investindo nos seus sistemas de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto. A empresa disse ainda que a medida atende a uma reivindicação antiga dos consumidores e promove justiça tarifária.” Vejam só, como a justiça demorou para chegar e ainda mantém o valor praticamente igual para quem gasta menos da metade da antiga tarifa, além de admitir que a nova forma de cobrança serve para manutenção das receitas e que nós sabemos muito bem boa parte irá para os bolsos dos acionistas e não para melhorar e levar serviços a população.

 

Encerando a minha breve fala, apresento, senhor presidente, mais este questionamento, pois acredito que é papel fundamental desta casa de leis, questionar as coisas que afetam a vida das pessoas e não podemos nos eximir de defender os anseios do povo, buscar explicação e exigir que seja reparados danos que  ao longo dos anos afetaram a vida da nossa população

Anderson Ferreira da Silva (Anderson Prego)
Esta vereador na Câmara Municipal de Colombo, liderança da Igreja Católica, militante dos movimentos sociais e populares. É funcionário de Escola (Rede Estadual da Educação). Formado em Gestão da Informação pela Universidade Federal do Paraná, pós-graduando em Gestão Pública e Políticas Públicas, pela faculdade São Braz.

Fone: 996781661

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