Em resposta à carta divulgada no último dia 15 pela Associação Dos Municípios Da Região Metropolitana De Curitiba (ASSOMEC), os sindicatos de trabalhadores municipais da região metropolitana e de Curitiba vêm a público repudiar a política de congelamento de salários defendida pelos prefeitos. A revisão salarial anual é uma garantia constitucional, o que torna a proposta dos prefeitos ilegal. Sem nenhuma garantia da reposição inflacionária, o que os prefeitos pretendem com essa indicação é piorar a qualidade de vida, que já não está boa, dos trabalhadores e suas famílias.
Os governantes municipais usam a crise como desculpa para empurrar a conta da incompetência de suas gestões para os trabalhadores municipais. Fazem isso enquanto garantem os lucros dos grandes empresários e financiadores das campanhas eleitorais e os altos salários dos cargos comissionados e funções gratificadas.
Essa realidade fica clara quando verificamos o sucateamento das estruturas de fiscalização dos municípios, a falta de cobrança de impostos devidos por empresários e grandes proprietários e a falta de transparência na divulgação dos devedores. Essa realidade repete-se em âmbito federal e estadual, o que também diminui o repasse para os municípios.
A cada dia, a podridão dos políticos fica mais clara. Estão aliados aos interesses dos grandes empresários e contra os trabalhadores. São esses políticos que querem congelar nossos salários, enquanto o custo de morar, comer e vestir-se fica cada vez mais caro.
Repudiamos a fácil saída apresentada pelos governantes de jogar a conta da crise nas costas dos trabalhadores. E declaramos que não aceitaremos essa medida autoritária de não abrir negociação. Há anos, a máquina pública serve de cabide de empregos para parentes e cabos eleitorais. Há anos, o orçamento público é mal utilizado em toda espécie de obras, terceirizações e contratos fraudulentos firmados em negociações de bastidores recheadas de propinas e desvios. Agora, querem pedir a colaboração dos trabalhadores para que estes aceitem “solidariamente” reduzir ainda mais a sua renda e seus direitos “até que a situação melhore”.
Retirar direitos, como o desmonte dos planos de carreira e o ataque à previdência, aprofundará ainda mais a tão falada crise.
Ampliaremos a denúncia sobre a piora dos direitos sociais básicos, como educação, saúde e segurança públicas. Fortaleceremos a mobilização a partir dos locais de trabalho e com a população trabalhadora da capital e das cidades da região metropolitana. E prosseguiremos na luta por melhores condições de trabalho e valorização dos trabalhadores municipais que atendem os direitos sociais básicos das demais famílias trabalhadoras.
Reafirmamos que nosso compromisso é com a qualidade do serviço público prestado à população trabalhadora. Esse compromisso nos impulsiona a continuar lutando contra o desmonte dos direitos sociais e pela valorização dos trabalhadores que garantem esses serviços para a população que mais precisa.
Convidamos também a população trabalhadora das cidades da região metropolitana e de Curitiba a apoiarem a luta dos trabalhadores municipais pela qualidade da educação, saúde e segurança sua e de sua família. Apoie a luta contra o desmonte do serviço público!
SINDICATOS PRESENTES NA REUNIÃO E QUE ASSINAM ESSA CARTA:
SISMMAC – Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba
SISMUC – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba
SIGMUC – Sindicato dos Servidores da Guarda Municipal de Curitiba
SIFAR – Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos do Município de Araucária
SISMMAR – Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária
SINSEP – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São José dos Pinhais
APMC – Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do município de Colombo
SINSERP – Sindicato dos Servidores Públicos de Pinhais
SINDEDUC – Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública Municipal de Pinhais

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